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Você não sabe onde ir no fim de semana, nós indicamos um passeio pelo meio oeste catarinense

É de se encantar

02/07/2016 às 9h4
Atualizada em 02/07/2016 - 09h13

Galos de madeira que se erguem do alto dos casarões de Treze Tílias. Animais exóticos em Piratuba. E o locomóvel fabricado em 1900 que ainda funciona em Água Doce. Para reparar em detalhes assim, só mesmo vencendo a preguiça: em cada um desses lugares do Meio-Oeste, circule a pé. A maioria dos municípios é pequenino, com poucos habitantes. E estão cheios de surpresas agradáveis.

Só com uma caminhada dá para flagrar conversas em alemão (típico de Treze Tílias) ou cruzar com pessoas usando roupão de banho pelas ruas (supercomum em Piratuba). Há também Porto União e suas mais de cem cachoeiras e corredeiras, e Itá, com as impressionantes torres submersas da igreja como resquício da cidade velha inundada em 1996.

Viajar pela região é, também, embarcar em uma viagem pela história. Literalmente. Este ano, a Guerra do Contestado - o conflito armado mais sangrento do país - completa cem anos. Por isso, não estranhe se você encontrar aulas de história ao ar livre. Aproveite.

Treze Tílias



Em Treze Tílias há uma fábrica de cerveja. E outra de vinho. Há também duas fábricas de chocolate. E uma de sorvete. E, claro, também há a famosa fábrica de leite, Tirol. Juntas, elas tornam a pequena Treze Tílias quase autossustentável: muito do que a cidade consome e oferece aos turistas sai de lá mesmo. A maioria está aberta à visitação.

Há uma única coisa que não vem de Treze Tílias e, mesmo assim, faz muito sucesso por lá: a edelweiss. Dizem que, depois de colhida, a flor típica da Áustria e dos gelados Alpes europeus dura mais de cem anos. Lenda? Os nativos juram que não. Neta do fundador da cidade, a escultora Mariana Thaler, 59 anos, guarda até hoje uma edelweiss que a mãe recebeu de presente do pai em 1933, na Áustria, assim que ele partiu para o Brasil com a família.

- A lenda funcionou. Quatro anos depois, ela veio atrás dele para se casar. A flor ainda existe, intacta, há quase 80 anos. Agora é uma relíquia de família.

A edelweiss é também o principal símbolo de Treze Tílias. Ninguém sai de lá sem levar uma: a flor é vendida à exaustão pelas lojinhas locais, in natura, em colares, bijuterias e broches. Mas Treze Tílias tem mais.

É também a cidade das coleções. Tem os mais de 5,2 mil canecos de chope de Leonardo Boesing, à mostra no seu restaurante, o Bier Haus. E tem também os 3.755 mil chaveiros, as 850 canetas e as 141 garrafinhas em miniatura de Valter Felder, expostas no Parque Lindendorf, que ele mantém com a família.

Aliás, Treze Tílias também é a cidade dos parques. O Lindendorf é um dos mais visitados. Lá existe outra Treze Tílias, em miniatura. A minicidade, feita pelo próprio Valter, traz réplicas de 48 construções originais. No mais, o local oferece comida, música e dança bem típicas da Áustria, além de trilhas e um lago com carpas alaranjadas. Outro parque é o dos Sonhos, onde há um labirinto verde e onde está a fábrica de sorvetes. Há ainda o Parque do Imigrante, com capela, via-sacra e lago com pedalinho.

Treze Tílias também é a cidade das esculturas: são 21 profissionais que transformam toras de madeira em objetos de decoração ou de arte sacra. Os ateliês, espalhados por tudo, merecem visita.


Fonte: DC



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