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Economia

Tempestade perfeita afeta agroindústrias

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19/03/2018 às 8h46

O setor de carnes do Brasil, especialmente de aves e suínos, está muito apreensivo com a ‘tempestade perfeita’ que se formou no mercado diante da suspensão das exportações de frango da BRF – dona de Sadia e Perdigão – para a Europa e da alta do preço do milho em quase 30%, que subiu, em média, de R$ 32,84 para R$ 42,28 em um mês e meio. Isto porque o corte nas exportações vai lotar o mercado de produto e derrubar os preços no mercado interno enquanto os custos estão altos para alimentar os plantéis.

Essa redução afeta todo o setor de carnes porque quando cai o preço do frango, que já estava baixo, mais consumidores migram para o produto e deixam de comprar carnes suína e bovina. Por isso, produtores dos três tipos de proteína acabam perdendo. O lado bom é que, se depender das carnes, a inflação, que já está baixa no Brasil, vai cair ainda mais, abrindo espaço para mais cortes dos juros básicos.

Para uma fonte do setor, o Ministério da Agricultura deveria ser mais cauteloso nas decisões – as vendas da BRF foram suspensas para a Europa numa ação preventiva – e a Polícia Federal poderia dar menos publicidade ao trabalho que vem fazendo porque muitas correções já tinham sido feitas nas empresas. Essa publicidade posterior afeta a imagem do Brasil em um momento em que outros países investem alto na produção de frangos, tomando mercado ocupado pelo país. O temor das empresas é não reconquistar esses espaços. O pessimismo é geral no setor em SC.

O mundo tem o Brasil como um dos principais produtores de alimentos e fornecedores globais. Hoje o país é uma das raras regiões não afetadas por gripe aviária, mas os entraves gerados por falhas humanas não param. Isso precisa ser revertido.

​Os detalhes da crise interna da BRF, maior companhia de SC​

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BRF sendo comprada?
São grandes os comentários de bastidores de que a americana Tyson Foods estaria interessada em adquirir uma parte maior da BRF, empresa que tem capital pulverizado. A Tyson já atuou no país quando adquiriu em 2008 a Macedo e a Avita de SC e a paranaense Frangobrás, unidades que vendeu em 2014 para a JBS. A multinacional teria interesse em adquirir as participações dos fundos Petros (11,41%), Previ (10,67%), Tarpon (7,2%) e Aberdeen (5%), totalizando 34,28% do total da BRF.

WEG avança
Enquanto isso, a WPA, holding dos fundadores da WEG, aproveitou as ações em baixa e comprou 2% da empresa BRF, informou a revista Veja. Assim, agora, os acionistas que antes ditavam a gestão da empresa têm 5,5% da companhia, mais do que Abilio Diniz, que tem 4%. Quando ocorreu a fusão Perdigão-Sadia, a WPA tinha 5% da Perdigão.

Fonte: Diário Catarinense



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