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Crises afetam as finanças de SC, mas erros são de gestão

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26/06/2018 às 9h32

Os efeitos negativos da maior recessão do país e da greve dos transportadores são os principais responsáveis pelo rombo de R$ 1,5 bilhão nas contas do governo catarinense deste ano, segundo o secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli. Mas o buraco é grande também em função de erros de gestão, que poderiam ter sido evitados.

No início do ano, o déficit nas contas do governo de SC era de R$ 2 bilhões. Com as demissões de mais de 500 comissionados e outros cortes de gastos deu para reduzir a dívida em R$ 500 milhões. Porém, cobrir o rombo restante só será possível com uma retomada forte da atividade econômica, em ritmo chinês, afirma o secretário.

Além das crises, problemas de gestão causaram esses rombos. Um deles são os gastos elevados com salários de servidores, muito acima da média do setor privado, e aprovações de despesas pelo governo e a Assembleia Legislativa sem indicar a receita que irá pagar isso. Entre os exemplos dessa criação de despesas estão reajustes salariais de diversas categorias concedidos em 2015 para vigorar agora e percentual maior da receita para saúde.

O ex-governador Raimundo Colombo assumiu em 2011 falando em redução de despesas, mas até 2015 os custos com a folha cresceram acima da média nacional. No governo anterior, de Luiz Henrique, também subiu. Aliás, a criação de despesas é uma constante nos parlamentos, a maioria para privilegiar alguns em detrimento da maioria mais pobres, que necessita de mais serviços de saúde, educação de alta qualidade e de segurança. Também foram erros de gestão a série de medidas adotadas pela ex-presidente Dilma Rousseff, que causou a recessão. Ela tinha informação sobre os caminhos a seguir na economia, mas optou por medidas que aprofundaram a crise e cujos efeitos são sentidos até hoje.

Conforme o secretário Paulo Eli, o governo catarinense seguirá fazendo cortes possíveis de despesa, mas o pagamento dos débitos vai depender de uma retomada mais forte da economia. Isso significa que as contas estaduais poderão fechar com déficit. Uma gestão mais austera e a realização das reformas da Previdência e tributária contribuirão para um maior equilíbrio do gasto público nacional, estadual e municipal, o que abriria portas para uma retomada mais forte da economia. É importante o Estado estar preparado para tempos difíceis sem onerar os serviços, que são a razão da existência de uma máquina pública.

Fonte: DC



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